Movimento "Zero Desperdício" & 3 coisas que podes mudar já.

 

Tenho uma Confissão a fazer:

     Eu fui daquelas pessoas que não separava o lixo. Cresci com a crença absurda de que alguém o fazia por nós. Sim, eu acreditava, sem questionar, que o lixo era tratado da melhor forma, que uma vez fora das nossas casas alguém se encarregaria de lhe dar o melhor fim e que não haveria qualquer impacto, ambiental ou social.


     Foi só quando saí de casa dos meus pais, e me juntei com o André, que comecei a prestar mais atenção ao lixo que fazíamos. Começámos por separá-lo, não foi fácil, para quem nunca o havia feito foi quase como se tivesse de aprender uma nova língua, e teve os seus retrocessos.  Tivemos  de aprender a fazê-lo, saber o que podia ou não ser reciclado e lemos muito sobre o assunto. MESMO MUITO.

     ZERO DESPERDÍCIO

     Foi numa das muitas pesquisas, que fizemos na altura, que ouvi falar, pela primeira vez, do conceito Zero Desperdício e da sua fundadora, Bea Johnson. Fiquei vidrada. No mesmo dia devorei um considerável número de DIYs no Pinterest, guias para iniciantes, artigos sobre como viver sem plástico, vídeos de bloggers e de pessoas que viviam o movimento. Vi filmes, li sobre, enfim, foi quase como levar uma estalada da realidade. Decidi imediatamente que queria fazê-lo, eu queria ser essa pessoa estranha que não produz lixo!

 

     3 COISAS QUE PODES MUDAR JÁ

     Estas foram as três primeiras mudanças que fizemos em casa:

1) Abolir as garrafas de plástico: Foi guerra aberta! Foi o sinal de alerta! Tínhamos de o mudar imediatamente. Em alternativa, comprámos garrafas de vidro do Ikea, estas - lindas e maravilhosas!!! - que enchemos com água da torneira filtrada com carvão activado num jarro da Brita. Ainda não é um sistema totalmente zero desperdício, mas até encontrarmos uma melhor solução, esta é a que será.
 

2) Abolimos TODOS os sacos de plástico: Para ir ao supermercado usamos os sacos de compra grandes, reutilizáveis e, para compras mais pequenas, os famosos tote bags (que nunca são demais e servem para tudo e mais alguma coisa). Para as frutas e legumes descobrimos os saquinhos de tule da Panos da Vera e já não sabemos viver sem eles.
 

3) Passámos a comprar a granel TUDO aquilo que conseguimos: desde os frutos secos aos detergentes, dentro das limitações da nossa dimensão ambiental. O que não conseguimos, como é o caso das massas e do arroz, que consumimos muito, continuamos a comprar embalado. Sentimos que as coisas estão a mudar e que esta é uma questão que chega cada vez a mais corações, pelo que pode ser que em breve surjam mais projectos de mercearias com esta atenção, ou que se verifiquem mudanças ao nível das grandes superfícies.  Para comprar a granel levamos os nossos frascos (muitos deles reutilizados), mas já existem saquinhos bem bonitos para o efeito, tanto para o arroz como para farinhas.  


     É importante dizer que o Zero Desperdício, mais do que um objectivo, é um caminho. Um caminho que vamos construindo todos os dias, a cada pequena mudança diária. A partir do momento em que tomamos consciência do impacto que as nossas escolhas têm no meio ambiente, passamos a fazer escolhas mais inteligentes, começamos a questionar tudo aquilo que colocamos em nossa casa, no nosso corpo, tudo aquilo que usamos diariamente. Esse é o primeiro grande passo desta jornada, o resto vem com o tempo, passo a passo, descomplicadamente, dando sempre o melhor de nós.